mãos e pés livres
com sua linguagem própria.
Dançar... música no ar
cigana, mágica,
feiticeira em volta da fogueira
que, em noites de lua cheia,
ilumina todo o terreno e nossas tcheras.
Ah! Dançar...
saias farfalhantes que sussurram
histórias há muito vividas
do meu povo errante
porque não se prende a cadeias
e sábio, porque conhece
o infinito e as estrelas;
sabedoria que nós trazemos
quando nascemos,
no uso do baralho,
do olhar e dos dados,
nos colares e pulseiras
e na dança, quando,
como pássaros livres
damos asas a nossos sonhos
e simplesmente dançamos...
dançamos...
Dançamos pela noite adentro!
(Sally Liechocki, em Ciganos: A Realidade)
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